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Quarta-feira, 20 de Junho de 2012

01-QUEM É DEUS?
Deus é Espírito, o Criador de todas as coisas. Criador do Universo, Criador dos homens, dos anjos, dos animais, de todos os elementos da Natureza, exemplos de água, ar e luz (Gênesis 1; João 4.24).
02 - QUAIS OS ATRIBUTOS DE DEUS ?
Atributos são as qualidades inerentes a Deus, próprias dEle. Dividem-se em dois: atributos incomunicáveis, que não podem ser transferidos ao homem (ONIPRESENÇA, ONISCIÊNCIA, ONIPOTÊNCIA, INFINITUDE e IMUTABILIDADE); atributos comunicáveis, os que podem ser transferidos ao homem (AMOR, SANTIDADE, JUSTIÇA, VERDADE). (Êxodo 3.14; Provérbios 5.21; 15.3; Atos 15.17-18; Tiago 1 17; Salmos 139.1-12; 147.13-18).
03 - QUER DIZER QUE DEUS NÃO TEM MÃE?
Nem pai. Deus é um Ser incriado, isto é, que existe sem Ter sido criado.
04 - COMO PROVAR A EXISTÊNCIA DE DEUS?
Conforme nos mostra Paulo em Romanos. 1.20, todas as coisas criadas sejam seres animados ou inanimados e o próprio Universo, mostram que somente um ser superior poderia criar todas estas coisas. Ainda no Salmos. 19. 1, o salmista declara que "Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra de suas mãos".
05 - COMO PODEMOS FALAR COM DEUS?
Em Mateus. 6.6 Jesus nos diz; "Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto, e, fechada a porta, orarás a Teu Pai,..." Orar é falar com Deus e não apenas falar mas também ouvi-lo. Devemos falar com Ele como se fala a um Pai, pois Ele é nosso Pai (João. 1.12). A oração é a forma de nos comunicarmos com Deus.
06 - O QUE SIGNIFICA SANTÍSSIMA TRINDADE ?
Há um só Deus em três pessoas distintas: o Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Embora na Bíblia não haja a expressão "Santíssima Trindade", a doutrina cristã do Deus trino está evidente em várias passagens das Escrituras. No batismo de Jesus, por exemplo, ouviu-se a voz do Pai: "Tu és o meu Filho amado em quem me comprazo" (Marcos 1.11). João Batista disse: "Eu vi o Espírito descer do céu como pomba e permanecer sobre Ele" (sobre Jesus) (João 1.32). Aí temos, portanto a manifestação das três pessoas da Trindade. A Trindade, ou seja, as três pessoas subsistentes em um só Deus, constitui um dos maiores mistérios da Divindade. Não pode ser entendida nem explicada à luz da lógica humana. A infinitude de Deus não cabe na finitude do homem.(Gênesis 1.1-2; 1.26; 3.15; João 1.1-14
07- QUAL A DIFERENÇA ENTRE CRIATURAS DE DEUS E FILHOS DE DEUS?
Deus é o Criador de todas as coisas, Criador dos homens e de tudo que há no Universo. Logo, os homens são CRIATURAS DE DEUS. Os homens somente passam à condição de FILHOS DE DEUS quando nascem de novo, ou seja, quando se arrependem de seus pecados e os deixam, crêem no Senhor Jesus e O aceitam como Senhor e Salvador: "Mas a todos os que O receberam, aqueles que crêem no Seu nome, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, filhos nascidos não do sangue, nem da vontade do homem, mas de Deus" (João 1.12-13; Mateus 5.9; 5.45; Romanos 8.14; 1 João 3.1).
08- QUAIS AS ALIANÇAS DE DEUS?
Aliança significa pacto, acordo, ajuste, concerto. Teologicamente, diz respeito a concerto entre Deus e o seu povo. O Antigo Testamento é chamado Antiga Aliança. E o Novo Testamento, Nova Aliança. O nosso Deus é Deus de alianças. Através delas, Ele, pelo seu imenso amor, nos dá a garantia de muitas bênçãos, se houver fé e obediência. A iniciativa do concerto sempre foi de Deus, que estabelece as condições. Vejamos:
CONCERTO COM ADÃO
A primeira aliança Deus fez com Adão e Eva, no Éden: deu-lhes a Terra e pleno domínio sobre os animais; deu-lhes fartura de alimento, abençoou-os e disse-lhes que deveriam frutificar e multiplicar. Mas estabeleceu condições: Não deveriam comer do fruto da árvore da ciência do bem e do mal. O princípio da obediência estava criado. Se comessem da árvore proibida, morreriam. Desobedeceram, quebraram a aliança, e experimentaram imediatamente a morte moral e espiritual, e, depois, a morte física. Convém lembrar que em todos os concertos há promessas de bênçãos, mas há a contrapartida da fé e fiel obediência. (Gênesis 1.27-30; 2.16-17; 3.2-20). Aliança adâmica ou edênica é como é conhecida a aliança com Adão.
CONCERTO COM NOÉ
Após o dilúvio, do qual se salvaram Noé e sua família, num total de oito pessoas (Gênesis 7.13), Deus falou: "Convosco estabeleço o meu concerto, que não será mais destruída toda carne pelas águas do dilúvio e que não haverá mais dilúvio para destruir a terra". Como sinal perpétuo dessa aliança Deus deixou o arco sobre as nuvens, conhecido como arco-íris. (Gênesis 9.11-17). Chamada aliança noética.
CONCERTO COM ABRAÃO
O concerto entre Deus e Abraão - aliança abraâmica - foi chamado "concerto perpétuo", porque extensivo às gerações vindouras e já apontando para o Reino Eterno de Cristo (Gênesis 17.7). Como parte da aliança Deus prometeu fazer de Abraão uma grande nação, e abençoar todas as famílias da terra através dele (Gênesis 12.2-3); dar a terra de Canaã aos seus descendentes, que seriam grandemente multiplicados: "E te farei frutificar grandissimamente e de ti farei nações, e reis sairão de ti" (Gênesis 12.7,15; 13.16; 15.5; 17.2,6,7,8,9). O concerto foi feito com Abrão, nome mudado por Deus para Abraão (pai da multidão) (Gênesis 17.39). Como parte da aliança, Abraão deveria circuncidar todos os machos, filhos e servos sob sua autoridade, como selo do conserto, e de aceitação de Deus como Senhor (Gênesis 17.10-14, 23). Deus prometeu estender a aliança a Isaque, o filho da promessa que iria nascer (Gênesis 17.16,19).
CONCERTO COM ISAQUE
Os termos da aliança foram renovados em Isaque: "Serei contigo e te abençoarei... multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus e darei à tua semente todas as terras. E em tua semente serão benditas todas as nações da terra. Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Não temas, porque eu sou contigo, e abençoar-te-ei, e multiplicarei a tua semente por amor de Abraão, meu servo" (Gênesis 26.2-5,24).
CONCERTO COM JACÓ
"Eu sou o SENHOR, o Deus de Abraão, teu pai, e o Deus de Isaque. Esta terra em que estás deitado te darei a ti e à tua semente. E tua semente será como o pó da terra... e em ti serão benditas todas as famílias da terra" (Gênesis 28.13-14). As alianças de Deus com seu povo provam que Ele é fiel à sua palavra. Para recebermos as bênçãos prometidas, fé e obediência são indispensáveis.
CONCERTO COM OS ISRAELITAS
Passados uns três meses da saída do Egito, Deus falou ao seu povo através de Moisés, ao sopé do monte Sinal (Horebe), para, basicamente, renovar e relembrar os termos do concerto com Abraão, Isaque e Jacó: a) a terra de Canaã seria deles; b) Deus seria o único Deus de Israel; o povo assumiria o compromisso de guardar suas leis e mandamentos; c) seriam castigados em caso de desobediência (Êxodo 6.3-8; 19.4-6; 23.20-25). Uma promessa que deve ser guardada no coração: "Agora, se diligentemente ouvirdes a minha voz, e guardardes a minha aliança, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos...vós me sereis reino sacerdotal e nação santa" (Êxodo 19.5-6). O pacto foi fechado quando o povo declarou: "Tudo o que o Senhor falou, faremos" (Êxodo 24.3). Deus requer de nós o firme propósito de acatarmos os termos de sua aliança. As leis que deveriam ser obedecidas eram a lei moral (aqui incluídos os Dez Mandamentos), a lei civil, a lei cerimonial.
RENOVAÇÃO DA ALIANÇA NAS PLANÍCIES DE MOABE
Antes da entrada na terra prometida, e após percorrerem o deserto durante 39 anos, os termos do concerto foram relembrados. A finalidade era de dar conhecimento das promessas divinas aos que nasceram durante a peregrinação, e fortalecer espiritualmente o povo para enfrentar o desafio conquistar a nova terra (Deuteronômio 4.44-26.19; 31.1-33.29). Os capítulos 27 e 28 tratam das maldições e das bênçãos decorrentes da rebeldia ou da obediência.
CONCERTO COM DAVI
O resultado mais imediato da aliança davídica foi o estabelecimento do reino do filho de Davi, Salomão, que deveria edificar um templo para o Senhor (2 Samuel 7.11-13); o reinado de Davi passaria aos seus descendentes: "Fiz aliança com o meu escolhido; jurei ao meu servo Davi: a tua descendência estabelecerei para sempre e edificarei o teu trono de geração em geração" (Salmos 89.3-4). A condição para o cumprimento dessas bênçãos seria a fiel obediência de Davi e de seus descendentes. A vinda de um Rei messiânico e eterno, da linhagem de Davi, estava implícito nesse concerto (Isaías 9.6-7). "Do trono de Jessé brotará um rebento, e das suas raízes um renovo frutificará (Isaías 11.1; Miquéias 5.2-4). Esse novo Rei seria chamado "O SENHOR, Justiça Nossa" (Jeremias 23.5-6).
A NOVA E ETERNA ALIANÇA EM CRISTO
A promessa de uma nova aliança está em Jeremias 31.31-33: "Vêm dias, diz o Senhor, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá... porei a minha lei no seu interior, e as escreverei no seu coração. Eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo." A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória: "Isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, para remissão de pecados" (Mateus 26.28). A nova aliança é superior à antiga: "Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de UM MELHOR CONCERTO, que está confirmado em melhores promessas" (Hebreus 8.6). E as melhores promessas são: os que se arrependem têm seus pecados totalmente perdoados (Hebreus 8.12); um novo coração e uma nova natureza recebem aqueles que verdadeiramente amam e obedecem a Deus (Ezequiel 11.19-20); são recebidos como filhos de Deus (Romanos 8.15-16); têm experiência maior em relação ao Espírito Santo (Joel 2.28; Atos 1.5,8).
Como vimos, de aliança em aliança Deus prosseguiu na execução do seu plano de salvação dos homens, sempre oferecendo novas oportunidades. A primeira manifestação desse plano está em Gênesis 3.15: "E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Para isso, "Deus mandou o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna."(João 3.16). Já não é mais necessário sacrifício de animais para reparar nossas culpas, como no antigo concerto. O sangue do "Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo" manifestou-se por um ato único, perfeito e eficaz; o sacrifício voluntário de uma pessoa sem pecado - Jesus Cristo, que abriu o caminho da reconciliação do pecador com Deus.
09- DEUS TEM SETE ESPÍRITOS? QUAIS SÃO?
Em Apocalipse 3.1 lê-se: “E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas”. É evidente que Deus não possui sete Espíritos. Em algumas versões a palavra ESPÍRITOS está no singular e em minúsculas. Esta passagem não pode ser interpretada em sua forma literal. O Novo Comentário da Bíblia, volume II, Edições Vida Nova, registra o seguinte comentário de Kiddler: “Quando reconhecemos que o ‘sete’ em cada caso tem a idéia de unidade e integridade, ao invés de diversidade, de tal modo que devemos pensar dum só Espírito e de uma só Igreja, em vez dos sete Espíritos e das sete igrejas, então temos em vista uma possível solução... Os sete Espíritos e as sete estrelas desta forma significam o Espírito profético e o caráter celeste da Igreja, que o Espírito vivifica”.
10- QUEM EXISTE NO CÉU? NO LUGAR QUE DEUS ESTÁ?
O Céu é a habitação de Deus ( Pai, Filho e Espírito Santo), dos santos anjos e dos que morreram na fé em Cristo. Para lá irão também todos os crentes em Jesus, pois a Palavra diz: “Todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá” (João 11.26). Jesus disse ao ladrão na cruz: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (Lucas 23.43). Paulo declara: “Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor” (Filipenses 1.23). Somos cidadãos do Céu. A Terra é uma morada provisória. Nossa verdadeira cidadania está no Céu (1 Pedro 2.11). Embora ainda estejamos nesta vida terrena, temos estreita ligação com o Céu, nossa última morada: conversamos diariamente com nosso Pai; nossos nomes estão escritos nos livros do Céu; somos protegidos pelos anjos de Deus; o Espírito Santo está em nós; somos o Corpo de Cristo; Cristo nos outorgou poderes para fazermos as mesmas obras que Ele fez na Terra; nossos atos são regulados segundo o padrão da Palavra de Deus; somos filhos de Deus, “e, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados” (Romanos 8.17).
11- COMO ENTENDER O JULGAMENTO DE DEUS?
Seremos julgados e/ou justificados (salvos) somente por Deus?
Romanos 8:33: "É Deus quem os justifica".
Efésios 2:8-9: "É pela graça que sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus - não das obras, paraque ninguém se glorie.
RESPOSTA:
É claro que somente Deus pode julgar. Jesus é o Justo Juiz que julgará com justiça (Atos 10.42). Veja o exemplo de um rio: é preciso que exista o leito (a fé) para a água fluir (a graça).
somente pela fé?
Romanos 3:20-28:"Por isso ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei (...) pois todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, e são justificados gratuitamente pela sua graça (...) concluímos pois que o homem é justificado pela fé, sem as obras da lei".
Gálatas 2:16: "Sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, também temos crido em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei, porque pelas obras da lei ninguém será justificado".
RESPOSTA:
A fé é indispensável: Quem nEle crê [em Jesus] não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porque não crê no unigênito Filho de Deus (Jo 3.18).
Somente pelas obras?
Romanos 2:6: "Deus recompensará a cada um segundo as suas obras".
Pela fé e pelas nossas obras?
Tiago 2:24,26: "Vedes então que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé (...) Assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem as obras é morta".
RESPOSTA:
As más obras revelam uma vida não regenerada por Jesus Cristo. Logo, as obras revelam a fé, porque a fé sem obras é inoperante (Tiago 2.14,17, 20). Ademais somos salvos para as boas obras (Efésios 2.10). Não valem para a salvação as obras não decorrentes da fé no Senhor Jesus, fé que compreende reconhecer Sua divindade, morte e ressurreição. É por isso que Efésios 2.8 diz que ninguém compra sua salvação com seu próprio esforço (obras). A fé salvífica que produz salvação leva ao arrependimento, que leva ao perdão, que leva à salvação.
Ou pelos caminhos?
Ezequiel 7:3... "te julgarei conforme os teus caminhos ..."
Ezequiel 7:27: "Conforme o seu caminho lhes farei, e com os seus próprios juízos os julgarei".
Ezequiel 18:30: "Portanto, eu vos julgarei, a cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor Deus".
RESPOSTA:
O homem tem o livre-arbítrio para escolher o caminho bom ou mau. O bom caminho temor a Deus, obediência à Sua palavra, etc,- o levará à Vida Eterna. O outro, à morte eterna. De acordo com o caminho escolhido, será o homem julgado.
Ou pelo proceder e pelo mérito das obras?
Jr 17:10 "Eu sou o Senhor que esquadrinho o coração, e que sondo os afetos; eu dou a cada um segundo o seu proceder, e segundo o mérito das suas obras".
RESPOSTA:
As boas obras são as que se originam no coração do homem temente a Deus e crente no Senhor Jesus. A Deus ninguém engana porque Ele esquadrinha o coração. Às vezes o homem pensa que está operando boas obras, mas Deus diz: Enganoso é o coração... (Jeremias 17.9).
Ademais, não devemos nos preocupar sobre o nosso julgamento porque, como disse, o Justo Juiz julgará com justiça. Cabe a Ele sopesar o mérito ou demérito. É SÓ CRER EM JESUS CRISTO; ACEITÁ-LO COMO SENHOR E SALVADOR; DEIXAR OS PECADOS, E DORMIR TRANQÜILO. Não devemos ficar ansiosos quanto ao nosso julgamento. O justo viverá pela fé. A verdade é que as obras isoladas não salvam. Fosse assim, um ateu caridoso iria para o céu.
12- COMO COMPREENDER O ARREPENDIMENTO DE DEUS?
Deus nunca muda de idéia nem se arrepende do que faz?
(Malaquias 3:6) "Eu, o Senhor, não mudo. (Números 23:19) Deus não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. (1Samuel 15:29) Aquele que é a Glória de Israel não mente nem se arrepende; pois não é homem para que se arrependa...".
Volta atrás e se arrepende?
(Êxodo 32:14) "Então o Senhor se arrependeu do mal que dissera havia de fazer ao seu povo. (Gênesis 6:6-7) Então arrependeu-se o Senhor de haver feito o homem sobre a terra, e isso lhe pesou no coração (...) pois me arrependo de os haver feito. (Jonas 3:10) Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria, e não o fez. (2Reis 20:1-7) Ezequias adoeceu e o profeta Isaías disse: Assim diz o Senhor: Põe a tua casa em ordem, porque morrerás e não viverás. Ezequias orou ao Senhor e chorou muitíssimo. Então o Senhor fez Isaías voltar e falar para Ezequias que tinha ouvido as orações e o curou"
(Gênesis 18:23-33) Abraão consegue convencer a Deus que não deveria destruir a cidade de Sodoma se lá encontrasse pelo menos 10 justos. No início todos seriam destruídos, justos e ímpios, mas com a interferência de Abraão, que demonstrou ser um excelente argumentador, o Senhor amoleceu o coração e passou a ser mais condescendente. Dos 50 justos que havia falado anteriormente, se conformou em procurar apenas dez.
RESPOSTA:
De fato, na Sua essência, Deus não muda. Deus perfeitíssimo não poderia melhorar a Sua perfeição ou piorá-la. O que mudam são as circunstâncias. Com o vento soprando em uma única direção o navegador poderá mudar a direção do seu barco, para a esquerda ou para direita, dependendo da posição que toma. Uma casa não muda de lugar, mas podemos dizer que ela está ora à esquerda, ora à direita, dependendo da posição de quem a observa. É grosseira a comparação, mas auxilia na compreensão da natureza de Deus, no caso sob comentário. Em todos os casos sob análise o que mudou não foi Deus, mas as circunstâncias mudaram. Às vezes o arrepender-se de Deus é sinônimo de tristeza, como no caso da criação do homem (Gênesis 6). Após criar o homem, Deus disse que tudo que tinha feito era muito bom (Gênesis 1.31). Depois da queda, o homem mudou, as circunstâncias mudaram, e Deus se entristeceu da lastimável situação de sua criatura. Deus é Justiça e Misericórdia. A intercessão de Abraão, no caso da destruição de Sodoma e Gomorra, moveu a misericórdia de Deus. O clamor do rei Ezequias moveu a misericórdia de Deus. O clamor de Moisés moveu a misericórdia de Deus e todos não foram eliminados no caso do bezerro de ouro. A intercessão de Jonas, o arrependimento e jejum dos ninivitas mudaram as circunstâncias, então houve mudança da atitude de Deus com relação àquela cidade (Livro de Jonas). Da mesma forma, hoje acontece a mesma coisa. Todos os homens estão sob condenação eterna, porque todos pecaram e destituídos estão da salvação (Romanos 3.23). Todavia, se houver arrependimento e séria intenção de deixar o pecado; se houver fé no Senhor Jesus, na Sua morte e ressurreição, ou seja, mudadas as circunstâncias, muda a atitude de Deus, e o homem será salvo. O princípio é este: mudando as circunstâncias, Deus poderá mudar suas atitudes. Lembremo-nos de que Deus é soberano na Sua vontade. Uma casa é um bem imóvel, mas ela poderá nos abrigar dependendo do lado em que estejamos. Dentro dela é o melhor lugar. A mesma coisa não ocorre se estivermos em cima dela ou do lado direito, esquerdo, na frente ou detrás. Estes esclarecimentos são apenas uma ajuda para quem está em dificuldade de compreender como Deus age em determinadas circunstâncias. A verdade é que nunca iremos compreender plenamente os mistérios de Deus e Sua natureza, mas sabemos que Ele é bom e nos ama, e está sempre pronto a socorrer-nos em nossas dificuldades. Todavia, veja o que Ele diz: SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR, E ORAR E BUSCAR A MINHA FACE, E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO EU OUVIREI DOS CÉUS, E PERDOAREI OS SEUS PECADOS, E SARAREI A SUA TERRA (2 Crônicas 7.14).
13- O QUE É COMO SE MANIFESTA O REINO DE DEUS?
O REINO DE DEUS é a manifestação do poder de Deus aqui na Terra. Jesus disse: "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o Reino de Deus" (Mateus 12.28). Não é um reino vinculado ao domínio social ou político sobre as nações ou reinos deste mundo, que continuará inimigo de Deus e do seu povo. Somente na plenitude dos tempos é que o Reino de Deus se manifestará com força e com juízo. Os milagres, as curas, a renovação espiritual (novo nascimento) são manifestações do Reino, algumas visíveis, outras invisíveis aos nossos olhos. Somos soldados desse Reino; somos participantes desse Reino. A condição para entrar nesse reino é: "Arrependei-vos e crede no evangelho" (Marcos 1.15). O Reino de Deus está na Terra para destruir as obras do diabo (Lucas 4.18). A máxima evidência de que pertencemos a esse Reino é termos uma vida de justiça, paz, e alegria no Espírito Santo, com o que somos luz do mundo e sal da terra e damos testemunho, como nosso exemplo, das nossa fé no Senhor Jesus, fé obediente. Assim, o Reino de Deus está em nós e nós estamos nele. Mas para entrarmos nesse Reino é preciso um esforço. Precisamos romper com o pecado, com os prazeres mundanos, com as práticas pecaminosas, e exercer pleno domínio sobre os desejos da carne (Mateus 11.12). Os participantes desse Reino possuem uma procuração passada por Jesus, com poderes plenos para, em Seu nome, destruir as obras de Satanás (Marcos 16.17-18).
publicado por institutogamaliel às 04:50
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As editoras irão remover qualquer menção ao evolucionismo de livros e apostilas

por Redação Galileu
Editora Globo
Figuras como essa, ou textos que remetam à evolução, não serão mais publicados // Crédito: Shutterstock
Editoras cederam à pressão de uma organização educacional e vão remover informações sobre a Teoria da Evolução na Coreia do Sul.
A movimentação começou no mês passado, quando uma petição para revisar textos sobre a evolução em apostilas foi aprovada pelo Ministério da Educação do país. Muitas publicações, que mostravam exemplos da teoria sobre ancestrais de cavalos, por exemplo, foram apontadas pela Sociedade de Revisão de Apostilas, que, por sua vez, quer “apagar” esse “erro” dos textos educativos. Quem faz parte dessa sociedade são professores de biologia e de ciências.
Conteúdo sobre a evolução dos humanos também deve ser removido – inclusive aquela famosa figura que mostra um ancestral muito parecido com um macaco se transformando em um homem, de Charles Darwin.
A teoria do criacionismo tem muitos adeptos na Coreia do Sul, onde quase um terço da população não acredita na evolução (de acordo com o documentário The Era of God and Darwin). As raízes dessa crença não são comprovadas, embora se acredite que elas se devam à popularidade do cristianismo no país.
Outro problema, segundo um cientista evolucionista da Universidade de Seul, chamado Dayk Jang, é a falta de professores especializados no assunto. De acordo com ele, no país existem no máximo 10 evolucionistas que dão aulas para o ensino médio ou em cursos de graduação – e a tendência, com a falta de material didático sobre o assunto, é que esse número fique ainda menor.
publicado por institutogamaliel às 04:17

Quarta-feira, 30 de Maio de 2012

Formatura dos cursos Básico e Bacharelado em Teologia do ITG


Entrega do certificado de filiação da OTPB - Ordem dos Teólogos e Pastores do Brasil


Entrega do Prêmio Ciro de Filantropia Eclesiástica à várias personalidades e autoridades do estado de Alagoas


Data: 26 de maio de 2012


Local: Maceió Mar Hotel / Maceió - AL


Realização: ITG - Instituto Teológico Gamaliel, OTPB - Ordem dos Teólogos e Pastores do Brasil e APA - Associação Primeiro Amor


Direção: Pr. Flávio Nunes e Pr. Luiz Hamilton




publicado por institutogamaliel às 06:50

Quarta-feira, 09 de Maio de 2012

Hoje recebi um e-mail de um irmão, fazendo um questionamento sobre o "devorador". A seguir, descrevo o questionamento e a resposta:


A paz do Senhor!

   Pastor Flávio, tenho uma dúvida será que o Sr. poderia me ajudar? O Devorador é um anjo ou Demonio, pergunto porque pelo que vejo foi deus que enviou e é ele que repreende, 

Malaquias Cap 3, qual o seu parecer?

Att


Caio Flávio Peres
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Graça e paz, amado!

Antes de responder sua pergunta, como teólogo que sou, tenho por obrigação de consultar o que a bíblia fala a respeito do termo “devorador”, em que textos e quais os contextos.

Vejamos:
  • ·         Deles comereis estes: a locusta segundo a sua espécie, o gafanhoto devorador segundo a sua espécie, o grilo segundo a sua espécie, e o gafanhoto segundo a sua espécie. Levítico 11:22
  • ·         E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. Malaquias 3:11
  • ·         O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor. Joel 1:4
  • ·         Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto migrador, pelo destruidor e pelo cortador, o meu grande exército que enviei contra vós outros. Joel 2:25
É bastante frequente, em nossas igrejas, ouvir o argumento de que o cristão deve dar o dízimo, sob pena de ser amaldiçoado e destruído, financeiramente, por um demônio conhecido como "devorador". Sobretudo, a despeito da famierada teologia da prosperidade que tem sido apregoada, utilizando-se de meios de comunicação em massa.

Mas, existe um demônio chamado "devorador"?

Visto que o trecho de Malaquias 3:11 é utilizado como apoio à teoria da existência desse ser perverso, o melhor meio para respondermos a essa pergunta é analisar o significa do termo "devorador", nesse versículo.

Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida. Por vossa causa, repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o SENHOR dos Exércitos. (Malaquias 3:10,11)

Utilizando um hermêutica saudável, logo fica claro que o termo "devorador" foi utilizado como recurso  para designar as pragas que assolavam as plantações daquela época: gafanhotos ou larvas.

O profeta Joel, por exemplo, classifica alguns gafanhotos como devoradores:

O que deixou o gafanhoto cortador, comeu-o o gafanhoto migrador; o que deixou o migrador, comeu-o o gafanhoto devorador; o que deixou o devorador, comeu-o o gafanhoto destruidor.(Joel 1:4)

O texto de Malaquias, nos ensina, dessa forma, que Deus prometeu que repreenderia todas as pragas destruidoras de plantações, caso o dízimo fosse entregue.

Mas alguém pode perguntar: não poderíamos extrair um significado espiritual, mais profundo dessa passagem, de forma que pudéssemos enxergar, no inseto devorador, a figura de um demônio?

Sabemos que a Bíblia é repleta de linguagem simbólica. Temos metáforas, parábolas, tipologia, etc. Sabemos, porém, que a linguagem simbólica predomina em alguns gêneros literários específicos, entre eles, a profecia e a poesia.

Acredito que, pela literalidade da passagem estudada, não há condições de ligar a figura do devorador a um demônio.

Também existem objeções teológicas contra essa afirmação de que um demônio fica à espreita do crente, pronto para minar as suas economias, caso pare de dar o dízimo:

Como primeira objeção, a palavra de Deus nos afirma que o Senhor Jesus Cristo nos deu autoridade sobre os demônios: Estes sinais hão de acompanhar aqueles que crêem: em meu nome, expelirão demônios..." (Marcos 16:7). Talvez alguém diga que esse tipo de demônio não dá para expulsar quando o crente está em uma situação de desobediência. Sabemos, porém, que o nome de Jesus Cristo tem poder, e que até falsos cristãos são capazes de expulsar demônios usando o Seu nome. No juízo final, muitos dos que irão para o inferno utilizarão a desculpa de que expulsaram muitos demônios; apesar disso o Senhor dirá "não vos conheço". Se há, portanto, algum demônio querendo arruinar a vida do crente, creio que, pelo poder da fé, ele seja capaz de expulsá-lo.

Não considero prudente utilizar os exemplos de Paulo e Jó para comprovar que os demônios, podem sim, atormentar o crente. Eles não foram atormentados por serem desobedientes, mas por serem obedientes. Além disso, no caso de Paulo, o mensageiro de Satanás que o esbofeteava bem poderia ser a representação das perseguições que ele sofria, levadas a efeito por homens que eram instrumentos de Satanás.

Como segunda objeção, particularmente, tenho dificuldades em entender que um cristão fique debaixo de maldição por não dar um dízimo. A Palavra de Deus declara a bendita condição daqueles que são filhos de Deus: eles são a bendita descendência espiritual de Abraão, estão assentados nas regiões celestiais, são sacerdócio santo, são novas criaturas, foram resgatados da maldição da lei, foram transportados do reino das trevas para o Reino de Deus; todas as coisas contribuem para o seu bem, etc.

Eu não acho plausível que Deus, depois de ter feito tanta coisa por nós, permita que uma maldição recaia sobre nossas vidas só porque não damos o dízimo. E o caso daquele que dá o dízimo num mês e no outro não dá? Ele é abençoado num mês e amaldiçoado no outro? Estou persuadido de que, para que o crente perca a sua condição de abençoado, há um longo caminho de desobediência para trilhar. Enquanto ele não chegar ao fim mortal desse itinerário de apostasia, o Deus dos céus continua a considerá-lo como um abençoado.

A essa altura você deve estar pensando, o Pr. Flávio certamente não é dizimista, caso contrário não estaria dizendo todas essas asneiras.

Engano seu. Dou graças a Deus por que sou dizimista. Mas não fui persuadido a ser dizimista por causa de alguma ameaça divina que me deixou aterrorizado, a ponto de dizer: "ai meu Deus, se eu não der o dízimo o devorador vai acabar comigo!"

Acredito que a maioria dos dizimistas tem outros motivos para contribuir para a causa do Senhor. Assim como Abraão e Jacó, os servos do Senhor dizimam impulsionados por um imenso sentimento de gratidão por todos os benefícios que eles têm recebido do Senhor. A maioria dos crentes que conheço não entregam o dízimo por medo, mais entregam com coração voluntário e grato. Esse gesto, na maioria dos casos, é acompanhado por um sentimento de profundo amor para com Deus.

Finalizando, portanto, quero dizer que nossos pastores poderiam utilizar argumentos melhores para persuadir os crentes a darem o dízimo:

Em primeiro lugar, poderiam ressaltar a bondade de Deus em nossas vidas. Ele nos salvou, nos transformou, nos deu uma família, um emprego, saúde. Nada mais justo retribuir a todos esses benefícios em prol da obra do Evangelho.

 Em segundo lugar, os pastores poderiam ser mais transparentes na administração dos recursos financeiros oriundos de dízimos e ofertas. Há igrejas em que o pastor não presta contas, e quando um membro pede para ter acesso aos dados financeiros, recebe a resposta de que quem dá o dízimo cumpre uma obrigação diante de Deus e não precisa depois ficar sabendo para onde foi à contribuição. Como os cristãos se sentirão impulsionados a dizimar numa situação como essas? A Igreja, pelo código Civil, é regida pelas normas que se aplicam a associações, significando, portanto que todo membro é um administrador dos bens da igreja. Ninguém vai continuar dando dízimo se perceber que os bancos da igreja continuam quebrados, que os banheiros são sujos, etc. 

Certamente existem outras maneiras de persuadir aos crentes a darem o dízimo que não seja esse recurso terrorista. Sei que falar sobre dízimo sempre é algo muito delicado, pois gera sempre intensas discussões. Há muito debate sobre a licitude ou não da cobrança do dízimo.

O meu objetivo foi incutir, na mente de meus leitores, apenas esta idéia: se quiser pedir aos crentes que dêem o dízimo, peça direito e sem violentar o texto bíblico.

Pr. Flávio Nunes


publicado por institutogamaliel às 06:09


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