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Sábado, 01 de Junho de 2013

Achei muito interessante esta reportagem. Em 20 anos de pesquisa no instituto Gallup, o cientista político americano Marcus Buckingham (foto acima) entrevistou mais de 257 000 executivos de sucesso e mapeou suas habilidades, reunindo-os em um dos principais bancos de dados sobre comportamento profissional existente no mundo. Em 1999, Marcus tornou públicos seus estudos pela primeira vez, no livro Descubra Seus Pontos Fortes (Ed. Sextante). A obra marcou época ao contradizer a ideia geral vigente, de que os profissionais deveriam concentrar-se na reparação de pontos fracos para ter bom desempenho, e fez de Marcus uma fonte consagrada no assunto.

Agora, ele volta com novo projeto, um livro casado com um teste de avaliação do tipo assessment, chamado StandOut (em português, "destaque-se"), que está previsto para ser lançado em maio de 2012 no Brasil pela Editora Sextante. A obra é voltada para líderes que desejam investir em seu potencial e acelerar o desempenho da equipe. "há muitos perfis de liderança, tentamos destacar qual é o jeito de cada um", explica Marcus. Mesmo batendo na tecla dos pontos fortes há dez anos, ele segue lutando contra o hábito do mundo corporativo de olhar para os gaps dos funcionários e tentar corrigi-los — o certo seria investir profundamente nas competências de cada um.
Segundo Marcus, a insistência em melhorar as fraquezas é consequência do ensino nas escolas tradicionais, que incentivam o aluno a se sair bem em todas as disciplinas. "Mesmo que o estudante tenha uma série de notas A, ele continua se preocupando em melhorar nas matérias cujas notas foram F", disse Marcus à VOcÊ S/A. Essa preocupação excessiva com as fraquezas não ajuda o profissional a atingir
Alto desempenho. Alguns diretores de Rh concordam com a teoria de Marcus. "cuidar de melhorar pontos fracos é como dirigir olhando para o retrovisor", diz Antonio Salvador, vice-presidente de recursos humanos da hP no Brasil, que considera um desperdício de tempo o esforço de corrigir fraquezas.
"A eficiência da gestão de talentos depende de direcionar o talento certo para o lugar certo, na hora certa." A ideia do livro é fazer com que os profissionais conheçam suas habilidades naturais para melhorar seu desempenho.
O assessment avalia o gestor em nove pontos e então revela quais são os dois mais fortes. Em sua pesquisa, o autor identificou nove diferentes perfis de líderes (veja quadro na pág. ao lado). na edição americana, que custa 12,78 dólares na Amazon, o livro traz uma senha de acesso ao teste online (em inglês).
Segundo Marcus, não existe um perfil certo de líder: cada pessoa tem aptidão para determinada tarefa, o desafio é colocar a pessoa certa no lugar certo e dar liberdade para que ela faça as coisas da sua maneira. "Os melhores gerentes são capazes de identificar em alguém um lampejo de talento e, então, reposicionar essa pessoa de modo que ela possa utilizá-lo de maneira mais efetiva", afirma Marcus Buckingham.
Fonte: Voce S/A
 
publicado por institutogamaliel às 01:20


Sou um pastor presbiteriano típico, como muitos outros de nossa nação cristã. Convertido, fui batizado e professei a fé. Chamado, vocacionado, fui aprovado pela igreja local e pelo respectivo Presbitério sendo enviado ao Seminário para me preparar melhor. Terminado os estudos teológicos, a árduos exames presbiteriais fui submetido e, benevolentemente, aprovado. O resultado foi a ordenação ao Sagrado Ministério da Palavra. A partir daquele dia era mais um Ministro do Evangelho na Igreja Presbiteriana do Brasil. Pastorei e estudei um pouco mais. Validei os créditos de Teologia. Pastorei e, hoje, sou mestrando em Ciências da Religião. Enfim, muitos viveram o que vivi. Aponto uma trajetória comum com a esperança de ser ouvido pelos meus companheiros. São reflexões pessoais sobre temas incomuns à tal distinta jornada. Quero enfatizar o jovem pastor formado há pouco tempo que já tem muito a desabafar.

"Desabafos", essa foi a palavra que escolhi para expressar os principais pensamentos e sentimentos que me embaraçam no exercício franco do Ministério da Palavra desde que me formei em Teologia, há quase sete anos. São tantas declarações, aconselhamentos, visitas, leituras, ultrajes, visões, gestos, perseguições, percepções do mundo ao redor que assustam qualquer jovem pastor que queira, sinceramente, se dedicar. Receio por onde iniciar, mas devo desabafar.Desabafo. No meu tempo (nem há 10 anos atrás!) havia uma legítima atmosfera pelo exercício pastoral fiel. Dela exalei, me preparei, estudei, formei e pastoreei desde então. Como num fenômeno climático devastador, a atmosfera mudou; os ares são outros. Não se pensa tanto em pastorear, "cuidar de", a não ser de si mesmo. As inspirações são a obtenção de títulos, as igrejas maiores, os grandes centros; como se isso fosse ajudar a "Maria" cheia de fé que jaz no esquecimento da congregação porque o Pastor simplesmente não pastoreia. Opa, não me julgue... Eu mesmo estudo e encorajo a todos ao caminho da busca pelo conhecimento. Minha crítica é focada em pastores desobrigados do Ministério que se escondem no slogan "meu dom é o de ensino". Ah, por favor! Não me venha com "xurumelas"!* Se és Pastor, és Mestre - ou deveria ser - é possível conceber a ideia de um Pastor que não ensine?Já me sinto afadigado por ver gente despreparada usar o pastorado como trampolim para um Mestrado, Doutorado, para as Capitais e os Reais. Fazem da Teologia o "carro-chefe" e nem mesmo leram completamente a Regra, uma única vez sequer. As igrejas? Só enfraquecem. Enquanto desejam ouvir uma mensagem bíblica que lhes seja relevante, os ditos pastores preferem doutrinar a Confissão, o Credo, a Sistemática - que são boas, mas não a primazia. Vigio, por mim. Não quero ser assim. Dona "Maria", precisas de mim?Desabafo. Nos dias de aspirantado** ouvi de um mentor que pastorearia em tempos difíceis. Profecia? Revelação Celestial? Não, foi pura percepção de uma realidade onde o Ministério é acusado de Profissão, onde o Pastor é ladrão e o Ladrão é pastor, onde o Protestante é travestido de Evangélico (no sentido pejorativo do termo), onde o Culto Solene adquire status de comércio e busca por prosperidade, onde a quantidade sem qualidade é melhor do que a qualidade com quantidade.Há dias em que penso em desistir, abandonar tudo. Seria apenas eu? Duvido. O pastor dedicado ao chamado genuíno sofre, é perseguido, incompreendido, cobrado como empregado. Se vê espreitado entre satisfazer o Senhor que o arregimentou ou amaciar o ego da liderança que o pagou. Enquanto ora para o Senhor abrir os olhos do pecador, vê ao seu redor a hipocrisia dos fariseus pós-modernos, cegos e guias de cegos. Todavia, lembro-me do Supremo Pastor. As nuvens escuras se desfazem. Tudo se dissipa. Os olhos são descerrados e a mente recorda: o Chamado. Sim, a vocação sustenta nestes dias maus. A convicção de que Deus chamou dá força para seguir em frente e, mesmo angustiados na alma, tentamos ser pastores segundo o coração de Deus. Afinal, Ele tem um propósito para cada um de nós neste Ministério. Tempos difíceis? Fato.Imagino quantos desabafos poderia descrever... muitos seriam! Mas, quem ouvirá ou lerá sobre eles? Quem os reproduziria ou os subscreveria? Penso em mim mesmo. Escrevo para mim, para me lembrar. Não posso me conformar. Será possível mudar esta realidade? Quem sabe, melhorá-la, pelo menos? Enquanto há vida, há esperança, devo rememorar. Os desabafos são a oportunidade de dizer o que muitos escondem, de revelar que somos apenas simples homens. Todos precisamos desabafar. Me resta registrar: quero trazer a memória o que me pode dar esperança.Rev. Ângelo Vieira da Silva* Expressão humorística bem conhecida.* Na Igreja Presbiteriana do Brasil, ser Aspirante é o primeiro passo no ingresso ao Ministério Pastoral.Texto retirado do blog Regulae Fidei - Regra de Fé http://revavds.blogspot.com/2013/01/desabafos-de-um-jovem-pastor.html#ixzz2UvEBC2SiBlog do Rev. Ângelo Vieira da Silva, Ministro Presbiteriano
publicado por institutogamaliel às 01:03


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