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Quarta-feira, 18 de Abril de 2012

publicado por institutogamaliel às 04:25
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Quarta-feira, 11 de Abril de 2012




Estou cada dia mais triste com a situação em que se encontra a igreja cristã, especialmente no Brasil. Vivemos um momento onde a exortação passou a ser considerada obra da carne, onde a simples consulta ao texto bíblico, para fins de confirmação de uma pregação ou de algum ensino, é considerada uma afronta contra o Reino de Deus.

Não se pode questionar quem está sobre o púlpito, pois o simples fato de estar lá significa que se trata de um "homem ou de uma mulher de Deus", e assim, como políticos brasileiros, gozam de imunidade. Me espanta como não percebem que agir dessa forma (conferindo na bíblia se é verdadeiro o que foi dito) não é ser carnal, mas nobre, assim como foram chamados os irmãos que consultaram a bíblia para confirmar se as palavras de Paulo e Silas (isso mesmo, o apóstolo Paulo!) eram de fato verdadeiras (At 17:11).

Com certeza este é o discurso mais usado (e mais hipócrita) do povo que não aceita ter suas falsas doutrinas (ou de seus "guias") contestadas se relaciona aos conflitos que a verdade gera.

Sempre afirmam algo do tipo: "Você não pode falar isso, pois se está gerando conflitos não é de Deus, você precisa fazer como Jesus, pois Ele sempre falava com amor, carinho e todos gostavam de ouvi-lo, pois jamais criticou ninguém, nem confrontou a ponto de gerar conflitos, antes suas pregações só geravam amor..."

Sinceramente, não sei que bíblia esse povo anda lendo, mas com certeza não é a mesma que disse isso: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos e de toda imundícia”. (Mt 23:27). “Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?” (Mt 23:33)

“Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não estás pensando nas coisas que são de Deus, mas sim nas que são dos homens”. (Mt 16:23)

Um dos “amores” que sua pregação gerou foi esse: “Eles, porém, bradavam, dizendo: Crucifica-o! crucifica-o!”(Lc 23:21). “Depois de o terem assim escarnecido, despiram-lhe a púrpura, e lhe puseram as vestes. Então o levaram para fora, a fim de o crucificarem". (Mc 15:20)

E Jesus certa vez chegou a dizer: “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Porque eu vim pôr em dissensão o homem contra seu pai, a filha contra sua mãe, e a nora contra sua sogra e assim os inimigos do homem serão os da sua própria casa”. (Mt 10:34-36)

E, para completar, ainda fez isso: “Então Jesus entrou no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam, e derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a fazeis covil de salteadores”. (Mt 21:12)

Discurso levinho o de Jesus né? Imagina se eu fizesse metade disso, do que não me chamariam? Por muito menos cansei de ouvir irmãos me chamarem de filho do diabo, desgraçado, enviado de satanás, cobra, víbora, fora outros adjetivos...
publicado por institutogamaliel às 05:36
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“Quando te deitares, não temerás; deitar-te-ás, e o teu sono será suave. Não temas o pavor repentino, nem a arremetida dos perversos, quando vier. Pv 3.24-25.


Merril Unger diz que: “Provérbios é o mais típico (livro) da antiga literatura sapiencial do Oriente Próximo. É uma biblioteca de instrução moral e espiritual para jovens” (1). Sobre ser uma biblioteca espiritual, Hopkins comenta que: “de modo geral, não devemos esperar conexão de frases em Provérbios. Os outros livros da bíblia são como uma rica mina, onde o precioso minério se encontra em um veio único e contínuo; mas esse é como um monte de pérolas que, embora não estejam reunidas num colar, nem por isso são menos excelentes e valiosas” (2). Sobre ser para os jovens, acrescenta Meyer: “O livro foi escrito para fornecer instruções aos jovens [...] A forma de dirigir-se é sempre de um pai falando ao seu filho” (3). Sobre ser uma biblioteca moral, escreveu-se: “O teor dos conteúdos (do livro) é didático e moralista” (4).


Por que não temer? 1 porque o andar seguro e cheio de vida está atrelado ao temor ao Senhor, princípio de sabedoria e bom juízo; 2 porque o perdoado pelo Senhor repousa em Seus braços em paz; 3 porque mesmo em meio a perseguições, sem temor, brilharemos a Sua luz em obediência.


Aplicação: Você e eu temos algo em comum com todas as pessoas que já viveram neste mundo: temos problemas e medos. Dentro de seu contexto histórico, geográfico, social, entre outros, todos viveram em épocas conturbadas. Receios de toda a sorte afligiram e afligem as pessoas. Se o pobre teme o desemprego e a fome, o rico teme o prejuízo e o furto. Se o incapaz teme o desprezo, o capaz teme perder a capacidade. O desconhecido teme o “passar em branco”, o viver esquecido, mas o famoso teme olvidarem sua fama, caindo no anonimato. Qual é o seu medo? Enfim, todos nós sempre tememos algo. A questão é: como nos comportamos diante dele? Fugindo ou estoicamente? Há algo que possamos fazer? Há algo que Deus faça nestas questões? As palavras do sábio, em Provérbios podem nos auxiliar. Devemos, no entanto, ter em mente duas coisas: Primeira, assim como toda a bíblia, Provérbios deve ser lido como uma coletânea, e que mesmo com seus vários pequenos temas e máximas, o livro deve ser lido e interpretado com coerência e contexto, e não abusado com uma leitura parcial, sem contexto e fora da “linha de argumento do discurso sapiencial” (5); Segundo, Provérbios não pode ser interpretado como uma “garantia Divina de sucesso”. Antes as conseqüências da vida (boas ou más) têm a “probabilidade de ocorrer”. Não há “sucesso automático”, antes uma correta hermenêutica diz que o livro serve para “lembrarmos de que há pouca coisa de automático nos eventos bons ou ruins que acontecem em nossa vida” (7). Por esse motivo, resolvi agrupar duas citações sobre o não temer. Isto posto, por que não temer?


Para andar seguro, com a alma cheia de vida duas coisas devem estar em nossas mentes: a verdadeira sabedoria e o bom siso (juízo). Provérbios labora sobre o pressuposto da responsabilidade humana, que, de forma alguma anula a Soberania Divina sobre nós e os acontecimentos. Muito menos apregoa um sistema meritatório. Antes nos dá uma ideia de livre-agência (liberdade de escolha, escrava da natureza do indivíduo que difere do improvável livre-arbítrio); visto que, mesmo diante do bom conselho, muitos não conseguem colocá-los em prática, mesmo querendo, devido a sua inclinação nata ao mal e ao erro. Esta consiste na linha de causa efeito prático, pois só se queima quem com fogo brinca. Sendo assim, o que seria a verdadeira sabedoria e o bom siso? A sabedoria é descrita em todo livro de Provérbios como sendo o temor ao Senhor (7). A Palavra diz que é feliz o homem que a encontra e que é um grande e delicioso tesouro (8). O bom juízo é o lucro da busca deste tesouro e da aplicação prática do ensino. É basicamente o juntar tesouro onde a traça não corrói (9), demonstração máxima de juízo, pois consiste em trocar o efêmero (prazeres passageiros) pelo eterno (obediência e anseio de viver com Aquele que nos deu vida eterna).


Quem teme ao Senhor, obedecendo-O, demonstra que entendeu que foi perdoado e tem nova vida. Aquele que sabe que é perdoado, não deve, por isso não teme as cobranças da vida. Ele sabe que a verdadeira vida está segura, nas mãos do Pai, e que se algo o incomodar e afligir, por maior que seja a dor, é por pouco tempo. O choro se desvanece ao amanhecer com o Senhor (10). Esta pessoa não teme a justiça, pois seguindo os preceitos de Provérbios, não há acusação pertinente contra ela, não havendo, portanto o que temer. Esta pessoa não teme a injustiça, pois sabe que o Senhor sempre está ao lado dos fracos. Ela não teme por sua própria vida, porque esta já foi perdida para encontrar a eterna. Ela, à noite, enfim, goza do sono suave (11).


Quem sabe que é perdoado e obedece ao Senhor, sabe também que será perseguido pelos perversos, sofrendo aflições (12). Lendo provérbios ela descobre que o perverso não dorme, querendo lhe fazer mal: “Não entres na vereda dos perversos, nem sigas pelo caminho dos maus. Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo;

pois não dormem, se não fizerem mal, e foge deles o sono, se não fizerem tropeçar alguém; porque comem o pão da impiedade e bebem o vinho das violências” (13). Mas ela também sabe que a: “vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (14). Essa luz do justo depende desta (pessoa) saber que Jesus é a Luz do mundo e que Ele deseja brilhar nela e através dela para glória da Pai (15). Graças a Ele, nossa vida, esperança e segurança não dependem de nós, de nossa justiça ou merecimento; mas do Senhor. O texto diz no verso 26: “Porque o Senhor será a tua segurança e guardará os teus pés...”. Se podemos dizer que não tememos é porque nossa segurança está nas mãos dAquele que pode, promete e não mente. O seguir, o descansar e o ser guardado não nos é dado por mérito, mas por Aquele que É o Caminho (15). Mas o bom juízo, o bom testemunho, o ser luz e o não temer dependem de nós. Igualmente o bem estar físico e o espiritual. Brilhemos (luz do Senhor) sem temor até o Dia perfeito.


Referências:

(1) Manual Bíblico Unger – Merril F. Unger – Vida Nova, p. 234;

(2) Comentário Bíblico devocional do Velho Testamento – F B Meyer – Betânia, p. 334;

(3) Idem;

(4) Novo Comentário Bíblico São Jerônimo – AT, Raymond E Brown, Joseph A Fitzmyer e Roland E Murphy (editores) – Academia Cristã e Paulus, p. 895;

(5) Entendes o Que Lês – Douglas Stuart, Gordon D, Fee – Vida Nova. P. 197;

(6) Idem, p. 209-210;

(7) Provérbios 1.7;

(8) Provérbios 3.13-18;

(9) Mateus 6.19-20;

(10) Salmos 30.5;

(11) Provérbios 3.24;

(12) João 16.33;

(13) Provérbios 4.14-17;

(14) Provérbios 4.18;

(15) João 8.12 e Mateus 5.14;

(15) João 14.6.

publicado por institutogamaliel às 04:43
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Lady Gaga
se irrita com um cristão que distribuía panfletos religiosos, e diz que todos os seus fãs vão para o inferno com ela!

Na última quinta-feira, 31, a cantora pop Lady Gaga discutiu comum jovem que estava entregando panfletos com mensagens religiosas na porta no estádio onde ela se apresentaria.

Gaga estava chegando ao local quando foi abordada pelo rapaz que lhe entregou um cartão com os dizeres: “Passe livre para sair do inferno”. A cantora ficou indignada e começou a questionar o que o jovem cristão estava fazendo no local, indagando se para sair do inferno bastava apenas imprimir cartões.

O caso foi relatado pela cantora no meio do show, ela disse que depois de questioná-lo ele se irritou e disse que ela iria para o inferno. Nervosa, Lady Gaga respondeu: “Então abram os portões, pois todos eles [os fãs] irão comigo!

Assista ao relato da cantora durante a apresentação (em inglês):

Fonte

publicado por institutogamaliel às 04:38
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O "cristianismo" liberal é tão irracional e inconsequente que até os ateus conseguem desmontar os seus argumentos. Vejam a forma como o ateu Christopher Hitchensnd revela a posição ilógica do liberalismo:
Maryiln Sewell: "O tipo de religião que você cita no seu livro é, em termos gerais, do tipo fundamentalista em todas as suas variantes. Eu sou uma cristã liberal e não interpreto as histórias das Escrituras de forma literal. Não acredito na doutrina da Expiação (que Jesus morreu pelos nossos pecados, por exemplo). Você faz alguma distinção entre os fundamentalistas e a fé liberal?"

Christopher Hitchens: "Eu diria que, se você não acredita que Jesus de Nazaré era o Cristo e o Messias, e que Ele ressuscitou dos mortos e que pelo Seu sacrifício os nossos pecados estão perdoados, então você não é em nenhum sentido significativo uma cristã."
O que é que podemos dizer do "cristianismo" liberal quando uma das suas representantes não consegue se elevar para o nível intelectual e Teológico de um dos Novos Ateus? Porque é que alguém se identificaria como "cristã" se não acredita na doutrina mais fundamental dessa mesma ideologia, nomeadamente, a Ressurreição do Senhor Jesus?

As ideologias que se colocam contra a Bíblia invariavelmente vão entrar em auto-contradição. A posição da srª Sewell é tão fraca que até um ateu a pôde desmascarar com uma só frase. Se vocês forem ver a entrevista, vão notar que ela nem tentou defender o seu "cristianismo". Mas para quê?

E de pensar que muitos centros Teológicos cristãos estão infestados por pessoas com este tipo de pensamento "liberal".

Outra coisa que convém notar é que estes liberais tem todos uma coisa em comum: nenhum deles aceita o que Génesis diz sobre a Criação. Nenhum deles aceita que Deus criou em seis dias, ou mesmo que Deus enviou um Dilúvio Universal para castigar o homem pelos seus pecados. Todos eles caíram no erro de tentar acomodar a Bíblia ao limitado conhecimento do homem, e todos eles acabaram por ser coerentes com as suas crenças iniciais.

Afinal, se o que Deus diz em Génesis não é Verdade, porque é que o que Ele diz em Mateus, ou João ou Romanos seria verdade? Quem rejeita a Criação tal como descrita em Génesis (seis dias e nada mais) invariavelmente vai ser coerente e começar a "alegorizar" ou "espiritualizar" outras partes da Bíblia.

Quando alguém se separa da nutrição que só vem pela Palavra de Deus, a apostasia é consequência lógica. Não é por acaso que o pais de Darwin é hoje um dos países mais anti-cristãos que existe no mundo. Pior provavelmente só a Coreia do Norte.

"A fé vem por ouvir, e por ouvir a Palavra de Deus" (Romanos 10:17)

publicado por institutogamaliel às 04:37


Ele desafiou a cadeia, a morte e a temível polícia chinesa para fazer uma diferença imensurável

O Dr. Jim Garrow estava disposto a ser chamado de “contrabandista” e um “traficante de crianças”, arriscando sua vida se a polícia chinesa descobrisse o que estava fazendo. Mas para esse canadense vivendo na terra da política do filho único, salvar meninas recém-nascidas da morte certa valia o risco.
Jim Garrow
“Aquele rio estava repleto de correntes perigosas”, explica Garrow. “Principalmente por eu ser estrangeiro, se fosse pego ‘roubando bebês’, como as autoridades chinesas teriam entendido minhas ações, estaria morto. Pura e simplesmente... O fracasso estava fora de cogitação”.
Essa impressionante história de como um homem começou uma jornada que literalmente salvou as vidas de mais de 40.000 crianças (e continua salvando) começou em 2000, quando Garrow, um diretor incrivelmente bem sucedido das escolas populares do Instituto Bethune na China, um dia encontrou sua assistente chorando.
A mulher lhe explicou que o marido de sua irmã estava insistindo que a filha recém-nascida do casal fosse “deixada de lado” (ou seja, morta), para possibilitar que tivessem um menino, conforme a política chinesa do filho único.
Garrow prometeu ajudar, e conseguiu realocá-la junto a um casal adotivo. Mas esse único ato de bondade e coragem logo o levou à história de outra menininha em risco, e outra, e mais outra.
“Eu não tracei um plano para salvar as vidas de meninas em risco. Expressão engraçada: em risco. Geralmente está associada a focas ou golfinhos”, explica Garrow em seu novo livro The Pink Pagoda: One Man’s Quest to End Gendercide in China (O Pagode Rosa: A Jornada de Um Homem para Acabar com O Genocídio das Meninas na China), publicado pela editora do WND. “Minha paixão, minha missão, não começou com uma grande visão de mundo. Tudo começou com uma criança, cujos pais depararam com a realidade de 'deixá-la de lado’".
Não demorou até que seu trabalho de salvar vidas se tornasse conhecido, e Garrow chegou a gastar cerca de US$ 31 milhões do próprio bolso para desviar o caminho da morte que a China cria com os limites ao número de filhos.
Mas como explica Garrow em The Pink Pagoda, nem mesmo seu dinheiro e suas conexões (seu guanxi, como dizem os chineses), poderiam protegê-lo do perigo que estava prestes a enfrentar quando começou a salvar vidas.
“Nossos preparativos iniciais não indicaram problema algum”, relata Garrow, em uma das angustiantes histórias dos seus primeiros dias resgatando crianças. “Chegamos à casa da criança, a pegamos e voltamos para o carro. Éramos três, duas mulheres e eu, e tudo parecia ter saído bem até que partimos pela estrada. Rapidamente percebemos que estávamos sendo seguidos, e tivemos que mudar nossa estratégia”.
“Decidimos pegar o metrô e rapidamente planejamos uma tática de isca falsa", prosseguiu. “Uma das mulheres ficaria segurando o bebê, e a outra um ‘embrulho’ que simulava um bebê. Dentro do metrô, as duas mulheres iriam se separar, e nossos perseguidores não teriam como saber qual das mulheres estaria de fato com a criança. A mulher com o bebê verdadeiro desceu no lugar designado e se juntou a nós mais uma vez para a jornada de volta a Chongqing. Foi o mais próximo do perigo que estivemos até agora, mas infelizmente não foi o último nem o pior”.
“Aquele perigo estava nos cercando, mas assim como a estória budista do peixe que não sabia que estava na água, eu não sabia que estava me afundando” escreve.
Pouco tempo depois, Garrow recebeu a visita de um membro da polícia secreta chinesa, dando início a uma perseguição dissimulada com o serviço de inteligência, com a diferença de que não eram segredos sendo contrabandeados, mas crianças.
“As pessoas frequentemente perguntavam como eu lidava com esse tipo de pressão”, explica Garrow. “Simples: Eu não lidava. Se eu focasse minha atenção em eventualidades, todos os meus esforços seriam prejudicados. Tudo o que eu fiz foi seguir em frente. Lembrei-me também da promessa que havia feito a Deus muitos anos atrás. Estava conectado a um tipo de certeza divina, e adotei o que para muitos é nada mais do que um clichê evangélico: 'Deixar tudo nas mãos de Deus’. Para mim isso não era um clichê, mas um decreto”.
Utilizando os mesmos dons empreendedores que levaram ao sucesso de suas escolas Pink Pagoda, de imersão linguística em inglês (mais de 160 delas), Garrow se lançou em uma carreira para salvar filhas indesejadas.
Arriscando sua família, seus funcionários, informantes chineses valiosos e sua própria segurança para salvar meninas, uma de cada vez, das garras da morte, Garrow ilustra o poder de Deus para moldar vidas e influenciar pessoas a lutar contra as injustiças do mundo.
Seu trabalho envolve espalhar entre as famílias chinesas a informação de que há casais pelo mundo interessados nas suas filhas.
Por seus esforços de “tráfico humano”, Garrow foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz de 2009, que acabou sendo entregue a Barack Obama.
O livro de Garrow leva o leitor a um mundo que continua sendo coberto de mistério e sombras. O propósito do livro não é o de denegrir o governo ou a população chinesa. Em vez disso, a história do genocídio de meninas e dos esforços de Garrow em por um fim nele representam uma tragédia terrível para a China, cuja população é forçada a tomar escolhas dolorosas por causa de uma lei mal concebida criada em 1979.
É uma história de coragem, perigo e ousadia, mas Garrow não se vê como um homem de coragem extraordinária, mas de simples convicção.
“Sou um homem comum”, escreve Garrow, “que se viu pego em circunstâncias extraordinárias e que respondeu com uma palavra: Sim”.
Traduzido por Luis Gustavo Gentil do artigo do WND: “1 man with the courage to save 40,000'
publicado por institutogamaliel às 04:34
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Quarta-feira, 04 de Abril de 2012

CREMOS

A expressão mais excelente sobre a teologia da palavra inspirada de Deus – seu “padrão de sãs palavras” – pode ser encontrada na expressão sistemática e magistral da teologia reformada conhecida como a “Confissão de Fé de Westminster”. Este ano marca o 350º aniversário da convocação, por parte do Parlamento Inglês, de 121 teólogos piedosos de todo o reino (e mais tarde, oito comissários da Escócia) para a Assembleia de Westminster.

Na Confissão de Fé que eles produziram ao longo de vinte e seis meses, lemos essa declaração sobre a questão específica do uso moderno das leis civis da dispensação do Antigo Testamento (ou Mosaica): “A esse mesmo povo [o povo de Israel], considerado como um corpo político, Deus deu leis civis que terminaram com aquela nacionalidade, e que agora não obrigam além do que exige a sua equidade geral” (19.4).

Essa afirmação “teonomista” dos nossos antepassados reformados e puritanos é vista amplamente como um embaraço nos círculos teológicos contemporâneos. Nossa cultura considera repugnante pensar que as leis civis do Antigo Testamento expressam absolutos morais sobre os quais Deus não mudou de opinião. E muitos teólogos e pastores também veem essas leis civis do Antigo Testamento como estranhas e impraticáveis, sendo assim um embaraço que (argumentam eles) foi ab-rogado no Novo Testamento. Obviamente os puritanos não sentiam essa vergonha moderna. Eles honravam a santidade da lei de Deus como um reflexo da justiça e retidão pessoal de Deus.

Os teólogos de Westminster entenderam claramente que a forma histórica e cultural das leis judiciais do Antigo Testamento era apropriada para os dias e os tempos – e especialmente para o corpo político – para os quais essas leis foram originalmente reveladas. Todavia, o princípio subjacente que essas leis apresentam era perpetuamente requerido, confessaram eles, sendo uma declaração da forma como o Decálogo deveria ser entendido e aplicado. (Os Dez Mandamentos eram simplesmente “o sumário” da “lei moral”, de acordo com o Catecismo Maior # 98). Assim, os puritanos visaram fazer das leis da Escrituras (incluindo o Antigo Testamento) – onde elas se dirigem aos juízes e magistrados civis – a lei da sua própria nação. Cremos que esse deveria ser o nosso objetivo hoje também, pois não existem leis tão sábias e justas como aquelas entregues por Moisés (cf. Dt 4.6-8).

ANÁLISE

Pergunta: “Mas foi-me dito que a Confissão de Westminster, seção 19.4, está em oposição à ética teonomista, visto lermos que as leis judiciais terminaram”.

Resposta: Essa é uma leitura muito descuidada da Confissão, que vai contra o contexto literário e histórico no qual as palavras de 19.4 foram escritas e adotadas.

Olhe para o contexto literário da própria Confissão e dos Catecismos. De acordo com 20.1, a liberdade dos crentes do Novo Testamento foi alargada mediante uma liberdade da lei judicial? De forma alguma, mas somente pela liberdade da “lei cerimonial”. Lemos em 19.3 que as leis cerimoniais foram “ab-rogadas”, mas em 19.4 que a leis judiciais simplesmente “terminaram” – devido ao término desse “corpo político” para o qual elas foram escritas.

Isso deixa aberto a questão se os princípios morais subjacentes dessas leis morais ainda são requeridos hoje. E os puritanos acreditavam inequivocadamente que eles eram requeridos, visto que são citados prontamente na exposição do Catecismo Maior sobre os pecados e deveres abrangidos nos Dez Mandamentos. Como 19.4 diz explicitamente: essa “equidade geral” se “exige” hoje.

Olhe para o contexto histórico no qual essas palavras foram escritas pelos teólogos de Westminster.

Como o próprio João Calvino, o reformador suíço Heinrich Bullinger sustentava que “a substância das leis judiciais de Deus não foram anuladas ou abolidas”. Essa era a visão comumente defendida antes e durante a convocação da Assembleia de Westminster. Thomas Cartwright escreveu sobre a lei judicial que o magistrado deveria “manter a substância e equidade dela (como se fosse a medula)”, embora pudesse “mudar a circunstância delas à medida que os tempos, lugares e costumes dos povos exigisse”. Thomas Pickering considerava que as bruxas deveriam ser punidas com morte “pela lei de Moisés, cuja equidade é perpétua”. Henry Barrow as via como “a verdadeira exposição e execução fiel da lei moral de Deus”, afirmando que essas “leis não foram feitas apenas para o estado judeu”. Philip Stubbs defendia o código penal de Moisés, dizendo o seguinte: “cuja lei judicial continua em vigor até o fim do mundo”.

Logo após a Assembleia de Westminster, em 1652 John Owen pregou diante do Parlamento: “Sem dúvida há algo de moral naquelas instituições [do Antigo Testamento], as quais, sendo despidas da sua forma judaica, ainda continuam obrigatórias a todos da mesma forma”. Thomas Gilbert argumentou em 1648 que a lei judicial “ainda é o dever dos magistrados”.

A evidência mais significante de como os puritanos entendiam isso procede da pena de George Gillespie, o delegado escocês enviado à Assembleia de Westminster e universalmente considerado como o teólogo mais influente e competente ali. Quando atendendo à Assembleia em 1644, Gillespie publicou um tratado: “Severidade Robusta Reconciliada com Liberdade Cristã”.

Abordando a questão “se o magistrado civil tem a obrigação de observar as leis judiciais de Moisés”, Gillespie escreveu que “ele é obrigado a essas coisas nas leis judiciais, as quais continuam imutáveis e comuns a todas as nações”. Em particular, “o magistrado cristão tem a obrigação de observar essas leis judiciais de Moisés que apontam as punições de pecados contra a lei moral”. Era o parecer convincente de Gillespie que “a vontade de Deus concernente à justiça civil e aos castigos não é em nenhum lugar revelada tão claramente como nas leis judiciais de Moisés. Esse, portanto, deve ser o esteio e fundamento mais seguro para a consciência do magistrado cristão”.

As leis judiciais deveriam ser tratadas da mesma que as leis cerimoniais? “Embora tenhamos passagens claras e abundantes no Novo Testamento abolindo a lei cerimonial, não lemos todavia em nenhum lugar no Novo Testamento sobre a abolição da lei judicial, até onde diz respeito a punição de pecados contra a lei moral”. Para Gillespie, então, “aquele que era punível com morte sob a lei judicial ainda é punível com morte hoje”.

O que a igreja e a nossa cultura precisam hoje é mais teólogos de princípio e consistência bíblica, como os nossos antepassados puritanos na Assembleia de Westminster. Então poderemos esperar fornecer uma resposta inspirada e justa aos problemas sócio-políticos prementes dos nossos dias. Os puritanos não se envergonhavam da lei de Deus, mesmo em suas aplicações civis. Não nos envergonhemos dos discernimentos inflexíveis dos puritanos, pois honram a Deus.

Fonte: The Counsel of Chalcedon XV:8 (Outubro, 1993)

publicado por institutogamaliel às 09:33
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