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Sábado, 01 de Junho de 2013

Via de regra, durante os estudos acerca dos anjos me deparo com "esquisitices" angelicais. A última foi acerca do "anjo massagista"; e não foi dentro de uma igreja evangélica.

O site coisado.com traz o desabafo da testemunha, que diz:
"Se alguém pensa que as besteiras gospel são restritas ao “mundo evangélico” vai se decepcionar. No movimento carismático católico, tipo nova canção, a coisa também é feia. Outro dia a pregadora disse no seu programa de rádio: “Eu vou pedir a Jesus que mande o seu anjo massagear aqueles que estão com dores na batata da perna.” Massagear a batata da perna? Fiquei pensando como é dura essa vida de anjo. Será que para ser anjo precisa agora fazer curso de fisioterapia, ou massagem Shiatsu, comprar uns óleos aromáticos e que tais? (ênfase minha)"EM TEMPO:Pois é... parece que o anjo massagista resolveu passar também na Igreja Batista da Lagoinha...
publicado por institutogamaliel às 01:48


Os anjos existem e servem a Deus continuamente. A compreensão bíblica deste tema é essencial diante de tantos enganos como os conceitos de “anjos cabalísticos” (conexão de anjos com signos) ou “anjos da guarda” (como protetores de criancinhas), por exemplo. Porém, você saberia dizer quantos anjos existem?
Ainda que a Bíblia não contenha nenhuma informação definida sobre o número dos anjos (Hb 12.22), nos dá algumas indicações. Moisés destacou a expressão miríades (multidão ou dez mil) para os anjos. O salmista indicava milhares (Sl 68.17), assim como Elias pôde ver (II Re 6.17). A Palavra de Deus designa a existência de exércitos ou milícias celestiais (Sl 103.20-21; Lc 2.13). Jesus confrontou uma legião de anjos reprovados (Mc 5.9, 15) e declarou que poderia ser auxiliado por mais de doze legiões, se precisasse (Mt 26.53). Finalmente, a revelação dada a João aponta a existência de milhões e milhões, milhares e milhares de seres angelicais (Ap 5.11).
É natural verificar pelas Escrituras que os “incontáveis” anjos criados por Deus são seres organizados. Eles precisam estar organizados de algum modo para serem os espíritos ministradores que as Escrituras descrevem (Hb 1.14). Assim, é importante entender que a Bíblia emprega certos nomes específicos para indicar diferentes classes de anjos.
Mesmo com poucas informações, a leitura da Palavra de Deus nos guiará a classe dos Querubins, que guardaram a entrada do paraíso (Gn 3.24) e observavam o propiciatório (Ex 25.18, 20; Hb 9.5). A visão do profeta Isaías revelou outra classe, a dos Serafins, que são representados simbolicamente: figura em forma humana, mas com seis asas, duas cobrindo o rosto, duas os pés, e duas para a pronta execução das ordens do Senhor (voava). Eles serviam em torno do Trono do Rei. Os apóstolos Paulo e Pedro apresentam nomes de poderes cósmicos pelo Novo Testamento sem, contudo, discutirem os pormenores. Somente interessa o fato que todos estão subordiandos a Cristo. Descrevem os Principados (Rm 8.38), as Potestades (I Co 15.24; Ef 3.10; Cl 2.10; Cl 2.15), Tronos (Cl 1.16), Domínios ou Soberanias (Ef 1.21; Cl 1.16) e Poderes (I Pe 3.22; Ef 1.21).
Além destes, dois anjos eleitos tem lugar especial nas revelações bíblicas. O primeiro é Gabriel que parece ter a função principal de servir como intermediário e intérprete de revelações divinas. Afinal, trouxe a Daniel a noticia do futuro de Israel, avisou Zacarias do nascimento de João Batista, declarou ao mundo a notícia do nascimento de Jesus Cristo, progressivamente. O segundo é Miguel, o único ser angelical descrito como Arcanjo (chefe dos anjos) na Bíblia. No livro do Profeta Daniel é retratado como Príncipe e ajundou o mensageiro celestial na luta espiritual contra as trevas (Dn 10.12, 21; Dn 12.1). No Novo Testamento Miguel é o anjo que contende com o Diabo acerca do corpo de Moisés (Jd 9) e quem o expulsa do céu, lugar onde não poderia mais acusar os cristãos. É maravilhoso destacar que o Arcanjo Miguel, o guardião de Israel, surge em Ap 12.7-9 como defensor da igreja; ninguém poderá condená-la (Rm 8.33). Aleluia.
 
Rev. Ângelo Vieira da Silva
Pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Resplendo
publicado por institutogamaliel às 01:37


“Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl 91.11).
Uma vez que se compreende a natureza dos anjos e como estas criaturas se organizam na realização dos propósitos divinos, é preciso compreender o ministério dos anjos. Destacarei a seguir o serviço prestado pelos anjos chamados bons, ou eleitos, de acordo com a Palavra de Deus. Creio que ao verificar o ministério dos anjos poderemos distinguir entre um serviço ordinário e outro extraordinário. Contudo, aqui veremos os destaques bíblicos que norteiam o ministério geral dos anjos eleitos.
A Escritura dá a impressão de que os anjos adoram a Deus, conquanto não possamos fazer idéia de como os anjos falam e cantam. Algumas expressões lançam luz sobre esta idéia. Em Jó 38.7, por exemplo, as expressões em destaque são alegremente cantavam e rejubilavam. A primeira aponta para um grito retumbante (ranan, heb.). A segunda para tocar sinal de trombeta (ruwa’, heb.). Jó 38.6 reforça a adoração audível dos anjos. “O lançamento dos alicerces e a colocação da édra de esquina eram momentos para celebração com música e alegria” (F. F. Bruce). Compare os textos acima com Ed 3.10-1 e Zc 4.7.
Creio que a Palavra de Deus também esclarece o serviço dos anjos em relação à Igreja. Eles são espíritos ministradores (Hb 1.14). Esta expressão (leitourgikos, gr.) se relaciona com a realização de um serviço sagrado. É por isso que também são chamados ministros (Sl 103.21; Sl 104.4). Eles estão presentes na vida da Igreja, pois, afinal de contas, eles guardam e livram o povo de Deus (Sl 91.11; Sl 34.7). O sentido de guadar (shamar, heb.) é manter vigilância com objetivo de proteger. O conceito de livrar (halats, heb.) é resgatar. Portanto, os anjos nos vigiam, protegem e resgatam conforme a vontade soberana de Deus, como no caso de Eliseu (II Re 6.16-17) e Daniel (Dn 6.22), permanecendo acampados (hanah, heb., por cerco) ao redor dos homens de Deus.
Os anjos eleitos são mensageiros com propósitos bem definidos por Deus. Eles anuciaram o desígnio do Eterno (Lc 1.19), suas advertências (Mt 2.13), instruções (At 10.3-6), encorajamento (At 27.23-25) e revelações (Dn 9.21-23). Não há razão para excluí-los de nossa vida, pois o próprio Deus os coloca como protetores de seus povo.
Em suma, deve-se entender que os anjos “são seres espirituais criados com juízo moral e alta inteligência, mas sem corpos físicos” (Wayne Grudem). Devemos lembrar que os anjos adoram, mas não devem ser adorados; os anjos servem, mas não devem ser servidos (Stanley Horton); “não devemos esperar neles, nem invocar seu auxílio” (Charles Hodge).
Rev. Ângelo Vieira da Silva 
Pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Resplendor
publicado por institutogamaliel às 01:35


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Fonte: Esboçando Ideias
 
publicado por institutogamaliel às 01:33


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