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Quarta-feira, 04 de Abril de 2012

Para um melhor compreensão sugiro que leia a primeira parte desse artigo. (Ler agora)

O primeiro artigo que escrevi sobre esse tema chamou a atenção de muitas pessoas e tenho certeza que a maioria delas percebeu a seriedade do problema. Na primeira parte do alerta, mostrei uma fonte do exoterismo que apresenta esse tipo de ensino. Eu sou extremamente “bereiano” (At 17.10-11). Quando vi a ministração, de cara, percebi que se tratava de formas de espiritismo fundidas a mais uma “revelada” teologia de cura interior e libertação. Deixo claro que não sou contra nenhum ministério de libertação, mas sou absolutamente contra qualquer tipo de libertação, apenas fundamentada em revelações vinda de pessoas que se julgam “as preferidas de Deus”. Então me lancei a pesquisar sobre o tema, descobrindo que se tratava de temas espíritas, utilizados principalmente pela classe exotérica e pelo ocultismo (esoterismo) que no fundo também têm por base o espiritismo. O ensino diz que quando o homem se une sexualmente a uma mulher, passam por uma espécie de fundição de espíritos. Os espíritos de ambos então se abrigam dentro do mesmo campo espiritual. “Campo espiritual?” Você já leu isso na Bíblia? Claro que não. Essa não é uma colocação bíblica e sim espírita/ exotérica. Campo espiritual nessas doutrinas é onde se concentram todas as energias negativas ou positivas que influenciam diretamente a vida da pessoa. Para nós existe o mundo espiritual que trata de todas as relações do homem para com Deus.

O exoterismo também diz o seguinte sobre sexo e transferência:

“As amarras são como fios energéticos ligando um ao outro. Em toda relação sexual, existe troca de fluídos entre os parceiros. Cria-se um vinculo espiritual entre eles que não pode ser rompido, a não ser por um processo de purificação do seu corpo, descrito abaixo.

Se não dominamos nossos impulsos sexuais, poderemos ser prejudicados pelas amarras cármicas, por onde continuam fluir sentimentos entre as pessoas conectadas.

Por exemplo, se dormirmos com uma pessoa mal humorada, com crises de depressão, ou com muita raiva, passamos a vivenciar essas pesadas emoções de nosso(a)(s) parceiro(a)(s). Muitas vezes, começamos a apresentar o mesmo comportamento daquele(a)(s).

O estado emocional que tivermos na hora da relação será o que iremos implantar em nossos companheiros (as). Antes de nos envolvermos com alguém, devemos ponderar amorosamente o que isso vai gerar na outra pessoa e em nós mesmos!” (fonte)

As leituras bíblicas usadas para dar base ao ensino da “transferência de espíritos” são basicamente duas, mas basta uma análise simples e logo percebemos que não apontam para isso:

Primeira: “Portanto deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão uma só carne.“ (Gn 2.24). Aqui se refere tão somente à união do homem com a e mulher para viverem juntos enquanto estiverem aqui na terra. A Bíblia não diz que essa união é apenas uma união sexual ou um pacto sexual, mas união de corpos, de sentimentos, de vontade e de propósitos. Nesse tipo de união, o sexo é apenas uma forma de troca de afetos, satisfação e procriação. Mas veja o que diz o livro “vida e sexo” do Espírito de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier: “A energia sexual, como recurso da lei de atração, na perpetuidade do Universo, é inerente à própria vida, gerando cargas magnéticas em todos os seres, à face das potencialidades criativas de que se reveste”. Essas cargas magnéticas são energias que podem ser negativas ou positivas e até mesmo neutras. Quem conhece pela prática o mundo espiritual sabe muito bem que uma energia espiritual negativa nada mais é do que uma influencia demoníaca.

Segunda: “Não sabeis vós que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne.” 1Co 6.15. Neste versículo Paulo simplesmente traz uma explicação sobre a imoralidade sexual, onde os filhos de Deus, podem, através das prostituições ou outros pecados sexuais, deixarem de ser um corpo com Cristo para serem um com uma prostituta se unido com ela. Não há aqui uma espiritualização do sexo de tal forma que os demônios passem de uma pessoa para a outra. Se você observar a sequencia do texto perceberá que no versículo 16, Paulo está dizendo que a união com a meretriz é de corpo carnal. No versículo 17 diz que a união com Cristo, essa sim é espiritual. Por outro lado, demônios não são espermatozoides, vírus ou bactérias porque isso é algo físico material. Os demônios são espíritos, portanto não necessitam que aconteça uma relação sexual para que perturbem as pessoas, para isto, basta que elas mesmas deem lugar, ainda que sejam puras sexualmente. Infelizmente a libertação que se prega hoje ainda não perdeu essa mania infantil de espiritualizar tudo e a vaidosa intenção de querer crescer manipulando o lado emocional das pessoas.

Laços de alma. Essa, para mim é a parte mais absurda de toda essa bagunça teológica. A doutrina bíblica do pecado é muita clara com relação ao perdão: “mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus seu Filho nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7”). Todos os pecados são passíveis de perdão, ou seja, não existe uma classe distinta de pecados que necessitam de um tratamento especial, a não ser unicamente o pecado de blasfêmia com o Espírito Santo. Claro que creio que todo pecado traz consigo uma gama devastadora de consequências, mas afirmar que há um pecado sexual que faz intercâmbio de demônios ou que cria uma aliança e liga a alma de um ser á alma de outro de tal forma que nem aceitando a Cristo possa ser quebrada é um tremendo absurdo. O absurdo é tão extremo que inclusive coloca em dúvida a eficácia de Cristo na cruz, sem falar que isso pode deixar muitos lavados e remidos alarmados. Cristo fez um único sacrifício e ele é suficiente para apagar todos nossos pecados, leia: Hb 7.27. Cristo se relacionou com diversas pessoas devassas, entre elas algumas prostitutas e não disse a nenhuma delas que deveriam quebrar um laço de alma com um “ex”. A mulher Samaritana teve cinco maridos e quando encontrou com Cristo junto ao poço de Jacó estava no sexto relacionamento. Cristo também não a mandou quebrar um laço de alma, assim como não fez isso com a mulher adultera . Sabe porquê? A Bíblia é muito clara em afirmar: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). Apesar de todo alerta, coisas como estas sempre encontrarão espaço no meio da igreja. Que o Senhor nos ajude a não confundir fama com unção e nem palavras bonitas com verdades bíblicas.

Autor: Pr. Adeneir Sousa de Oliveira

publicado por institutogamaliel às 12:40


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